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MUDRA



Artigos 15 de fevereiro de 2008
Mudrá - Gesto reflexológico feito com as mãos

Texto do livro Tratado de Yôga

 

Mudrá
Gesto reflexológico feito com as mãos

Mudrá é a linguagem gestual. Deve ser pronunciado sempre com a tônico. Significa literalmente gesto, selo ou senha. Provém da raiz mud, alegrar-se, gostar. Em alguns livros aparece traduzido como símbolo, mas isso não está correto. Símbolo é a tradução da palavra yantra. Em Yôga, mudrá designa os gestos feitos com as mãos. São definidos como gestos reflexológicos por desencadear uma sucessão de estados de consciência e mesmo de estados fisiológicos associados aos primeiros.

Um tipo de Yôga moderno, o Hatha, surgido no século XI d.C., admite gestos feitos com o corpo (yôga mudrá, maha mudrá, vajrôli mudrá, viparítakaraní mudrá), mas essa interpretação parece não concordar com as correntes mais antigas. Aliás, se perguntarmos a um instrutor de Hatha qual é a diferença entre um ásana (técnica corporal) e um mudrá feito com o corpo, a explicação não vai convencer. A justificativa menos confusa, mas nem por isso correta, é a de que os mudrás compreendem mentalização! Ora, como você estudará no subtítulo Regras Gerais, no capítulo Ásana, esta técnica só é considerada completa e perfeita se incluir mentalização. Portanto, ficamos sem poder classificar o que os yôgins daquele ramo moderno denominam “mudrá feito com o corpo”.

Mudrá tem sua origem na ancestral tradição tântrica. Como afirma Shivánanda, a presença de mudrá, pújá e mantra, caracteriza herança dos Tantras. Devemos recordar que o Swásthya Yôga tem sua prática básica iniciando-se exatamente com esses três angas. E não é à toa: o nome completo da nossa linhagem é Dakshinacharatantrika-Niríshwarasámkhya Yôga.

Quais São os Mudrás

Os mais conhecidos são:

Shiva mudrá, para meditação (dorso da mão positiva pousa sobre a palma da mão negativa).
Neste mudrá devemos sentir nossas mãos como um cálice no qual recebemos a preciosa herança milenar de força e sabedoria. Amplifica nossa receptividade.

ána mudrá, para meditação e respiratório (dedos indicador e polegar de cada mão tocam-se).
Este gesto conecta os pólos positivo e negativo representados pelos dedos indicador e polegar de cada mão, passando por eles uma corrente de baixa amperagem e apoiados sobre os chakras dos joelhos, que são secundários.

Átmam mudrá, para respiratório e mantra (as mãos formam um vórtice diante do swádhisthána);
Este selo tem um efeito semelhante ao anterior, só que agora com os dez dedos envolvidos, formando o circuito de alta amperagem, e localizado diante de um chakra principal. Cria um empuxo que ascensiona a energia sexual coluna acima.

Prônam mudrá, para mantra e ásana (palmas das mãos unidas à frente do peito).
Nesta senha, a mão de polaridade positiva se espalma na de polaridade negativa, fechando um importante circuito eletromagnético que faz circular a energia dentro do próprio corpo e recarregá-lo, especialmente se executado durante ou após os mantras. Nos ásanas, tende a proporcionar mais senso de equilíbrio e por isso mesmo é mais utilizado nos exercícios de apoio num só pé.

Trimurti mudrá, para ásana (os dedos indicadores e polegares formando um triângulo).
Este mudrá é simbólico e representa a trimurti hindu, Brahmá, Vishnu e Shiva. Por ter poucos efeitos, é mais utilizado como suporte em movimentação de braços durante a execução de ásanas.


Artigo extraído do livro Tratado de Yôga. Autor: DeRose, disponível em www.uni-yoga.org ou versão em papel disponível no telefone (11) 5093-2019.



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