


Artigos 23 de maio de 2008
Fases da Respiração
Texto do livro Tratado de Yôga
Fases da Respiração
As fases da respiração têm os seguintes nomes:
Inspiração: púraka;
Retenção com ar: kúmbhaka;
Expiração: rêchaka;
Retenção sem ar: shúnyaka.
Púraka
Sempre que inspirar, mentalize que está absorvendo o prána em suspensão no ar. Visualize o prána. Procure sentir um prazer intenso no ato de inspirar essa vitalidade, como o que experimenta ao ingerir um saboroso alimento.
Kúmbhaka
Ao reter o alento evite prender a respiração por tempo excessivo a ponto de causar ansiedade ou taquicardia. O progresso deve ser gradativo para ser saudável. A retenção do ar nos pulmões é mais fácil e confortável se o praticante não encher demais o peito. Deve preenchê-lo até o limite máximo apenas nos exercícios sem retenção ou com retenção curta. Aí visará a aumentar a capacidade pulmonar.
Pode ocorrer tonteira quando o praticante for novato ou quando executar muitos exercícios. Isso é natural devido à hiper-oxigenação do cérebro. Em princípio não deve preocupar, desde que a saúde da pessoa seja normal. Nos ásanas também pode ocorrer tonteira pela mesma razão, especialmente no bhujangásana. Mas é sempre aconselhável consultar o seu instrutor para saber se não se trata de alguma execução errada, a qual pode vir a ter conseqüências indesejáveis. Exercícios com retenção ou ritmo, exigem acompanhamento de um instrutor formado.
Registre-se que as retenções muito longas não são isentas de riscos e requerem orientação de um instrutor no grau de Mestre, além da saúde perfeita do praticante.
Rêchaka
Muitos instrutores mandam mentalizar que suas doenças, males, vícios, defeitos e “tudo o que você tiver de ruim”, está sendo expelido junto com o ar exalado. Pessoalmente, não gosto dessa mentalização, pois ela carrega consigo a sugestão de que você tem “coisas ruins” dentro de você. E, ainda por cima, aceita poluir o ambiente onde pratica o seu Yôga, excretando tais vibrações indesejáveis, deixando-as ali para que outros eventualmente as contraiam. Seu local de prática deve ser limpo no plano físico denso e nos demais também.
Shúnyaka
O shúnyaka prolongado (assim como o kúmbhaka muito longo) produz intoxicação de CO2, o que pode auxiliar o chitta vritti nirôdhah (Yôga Sútra, capítulo I, sútra 2), porém, só deve ser praticado com muita cautela e sempre sob a supervisão direta de um Mestre. Em princípio, por livro, não deve ser executado.
Vamos à prática
Consulte sempre um médico antes de executar qualquer prática, as técnicas descritas no site são para simples consulta e devem ter orientação de um instrutor de Yôga formado para a perfeita segurança do praticante.
Pránáyáma – técnicas respiratórias
Nadí shôdhana pránáyáma – respiração alternada sem ritmo.
Outro nome: vamakrama ou vamah krama.
a) colocar as mãos em jñána mudrá;
b) obstruir a narina direita com o dedo médio da mão direita em jñána mudrá[1];
c) inspirar pela narina esquerda (respiração completa);
d) reter o ar o maior tempo possível, sem exagero, confortavelmente;
e) trocar a narina em atividade, obstruindo agora a narina esquerda, sempre com as mãos em jñána mudrá[1] e utilizando a mesma mão para obstruir a narina;
f) expirar pela narina direita;
g) continuar o exercício, inspirando pela narina direita e assim sucessivamente.
OBS.: Note que a narina em atividade é alternada sempre que os pulmões estão cheios e jamais quando estão vazios. Há outros mudrás que podem ser utilizados para obstruir as narinas e cada escola tem preferência por um deles. No nosso caso optamos pelo jñána mudrá.
Artigo extraído do livro Tratado de Yôga. Autor: DeRose, disponível em www.uni-yoga.org ou versão em papel disponível no telefone (11) 5093-2019.